José de Lima Siqueira: O Grande Artista que renasce agora

 Verbete: José Siqueira 


01/01/2022


Julia Polim (Bacharelado em Canto e Arte Lírica)

Tiffany Anastássia Liantziris (Bacharelado em Canto e Arte Lírica) 




José de Lima Siqueira foi um grande ícone do cenário musical erudito brasileiro e sem sombra de dúvida deixou um legado único e que começa a sair das sombras agora. A maioria dos grandes compositores brasileiros, como Villa-Lobos, Guerra Peixe e Camargo Guarnieri, nasceram na região sudeste do país e foram até o nordeste para recolher materiais para suas obras, mas Siqueira nasceu no berço artístico nordestino, um lugar cheio de iluminação e riqueza folclórica. Um compositor e regente com uma obra extensa e rica a qual se compara à de Villa-Lobos, mas que, infelizmente, permaneceu adormecida por algumas questões que serão explicadas a seguir. Além de ter grande importância musical para o país, Siqueira era um homem que se importava muito com o bem estar dos colegas de trabalho e nos deixou nada mais nada menos do que a Ordem dos Músicos do Brasil, que idealizou e presidiu por diversos mandatos, e orquestras que foram importantes para o desenvolvimento da música sinfônica do país. Justamente por isso,tornou-se Bacharel em Direito para poder ter a autonomia para fundar tais projetos. 

O compositor nasceu em Conceição, na Paraíba, em 1907. Seu contato com a música foi precoce, graças ao ambiente cultural rico em que cresceu, já que sua família tinha relações com a música. Seu pai era mestre da banda Cordão Encarnado e era uma referência muito importante para a região em que viviam, mas principalmente para Siqueira, que o observava valorizar a tradição regional paraibana. Siqueira passou pelo período do Cangaço, o que não agradou muito a seu pai, já que as condições eram precárias por conta da seca e da violência. Por conta desse medo constante, resolveu encaminhar seu primogênito a Pernambuco, com a finalidade de aprofundar seus estudos em música. De forma autodidata, o pequeno José aprendera a tocar violão e saxofone, mas foi no trompete que encontrou sua verdadeira forma de expressão. Depois de retornar de Pernambuco, Siqueira ingressou ao serviço militar na Paraíba em uma banda de música de batalhão como primeiro trompetista. Ainda nesse período, acabou se envolvendo na Coluna Prestes (1924-1927), movimento que percorreu 25 mil quilômetros Brasil adentro, a fim de combater o regime oligárquico da República Velha. Na Coluna, Siqueira teve seus primeiros contatos com movimentos sociais e políticos que definiram sua personagem multifacetada: professor, ativista, músico, compositor e defensor dos direitos dos músicos. Em 1928 o futuro compositor se mudou para o Rio de Janeiro para poder estudar Regência, Composição e Piano no Instituto Nacional de Música, onde se graduou e passou a ser professor de harmonia. Casou-se com a grandiosa Alice Ribeiro, soprano que participou de inúmeros concertos de seu marido, em 1939. Nos anos 40, fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira, a primeira Orquestra Brasileira a fazer turnês nacionais e internacionais. Sempre foi considerado por seus colegas um homem muito justo e preocupado com as causas sociais do músico brasileiro, e talvez essa preocupação seja reflexo das dificuldades enfrentadas na infância, as quais, em sua vida adulta, foram convertidas em generosidade e em dedicação à música de concerto do Brasil.

O intuito de José Siqueira ao fundar a Orquestra Sinfônica Brasileira era de levar a música ao encontro dos que não dispunham de recursos financeiros. Na época, por conta do marasmo que dominava a classe dos músicos, Siqueira sabia que tal desejo não seria simples de ser realizado e que, para concretizá-lo, era necessário que houvesse uma boa oportunidade. Dois fatores foram essenciais para a concretização de seu ideal: a conflagração da Segunda Guerra Mundial e a visita ao Rio de Janeiro da orquestra sinfônica “National Boadcasting Company”, de Nova York, regida pelo famoso maestro Arturo Toscanini. 

“[...] Ainda hei de fundar uma Sinfônica que não seja apenas para espectadores privilegiados. Hei de levá-la a toda a gente, a fim de educar o povo na apreciação da música fina, a fim de que a arte musical não seja um monopólio para os ricos. [...]” (RIBEIRO, 1963: 135-136) 

A Segunda Guerra Mundial, por provocar muita convulsão na Europa, determinou a vinda de numerosos refugiados para a América, incluindo músicos de grande valor. Dentre eles, Eugen Szenkar, um dos maiores regentes europeus da época. Por se tratar de uma grande recomendação para a iniciativa, José Siqueira viu no maestro um precioso elemento para sua

realização. Por sua vez, o grande êxito de Toscanini no Brasil despertou o entusiasmo geral dos músicos. Com isso, Siqueira conseguiu reunir um grupo de 104 músicos para sua Orquestra. 

“[...] A instituição foi estruturada como sociedade civil, por quotas, com um capital inicial de Cr$ 1.000.000,00, dividido da seguinte forma: Cr$ 5.000,00 para cada músico e Cr$ 10.000,00 para cada maestro. Desta forma, os músicos detinham 51% das quotas, sendo o restante vendido a pessoas interessadas na cultura musical. [...]” (RIBEIRO, 1963: 139) 

José Siqueira se prontificou em adquirir todos os recursos materiais necessários para o funcionamento de sua orquestra, desde instrumentos importados (já que alguns deles não existiam no Brasil) e uniformes para os integrantes. A estreia ocorreu em 1940 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Todos os domingos havia apresentações da orquestra, porém, por seu aparato aristocrático, o Teatro não atraía a massa desejada. Por conta disso, Siqueira instituiu concertos no cinema Rex (apelidados pelo público de “missas sinfônicas”), realizou concertos especiais para o público mais jovem e levou seu trabalho para ser apreciado por presidiários. Além da Guanabara, o maestro realizou diversas turnês no restante do país. 

“[...] Pela primeira vez, no Brasil, uma Orquestra Sinfônica exerceu, na verdade, uma função democrática. [...]” (RIBEIRO, 1963: 141) 

José Siqueira também foi muito importante na área da educação musical. Além dos concertos, organizou inúmeros cursos, dentre eles, o Curso de Educação Musical,ministrado no Rio de Janeiro e destinado ao esclarecimento das massas e pessoas interessadas. Tal curso obteve a presença de várias figuras, como Pedro da Cunha, Genésio Pitanga, Jonas Arruda e Tales Martins. Além disso, José Siqueira foi o responsável pela criação de outros dois cursos: o Curso de Estética Musical, destinado a músicos que visavam analisar e explicar as grandes obras sinfônicas internacionais, e o Curso de Regência, ministrado por Eugen Szenkar. Com isso, Siqueira demonstrou sua habilidade como pedagogo e seu ideal democrático ao levar tais conhecimentos artísticos ao maior número de pessoas.

Siqueira nasceu no Nordeste, local que representa muito bem aquilo que é intrínseco do Folclore Brasileiro e é claro que ele não poderia deixar isso para trás. Logo, aproveitou as manifestações populares da região e as incorporou à Música de Concerto. Em 1948, Siqueira viajou para algumas capitais nordestinas para fazer uma grande coleta de material popular para elaborar suas composições. Grande parte do material cinematográfico que está presente no documentário é oriundo dessa época. Em 1953 José foi para Paris para fazer Doutorado em musicologia na Sorbonne. Também estudou regência no Conservatório de Paris. Foi aí que começou a estudar a obra de Béla Bartók, que para ele era a chave para a compreensão da música contemporânea.A partir dessa época Siqueira participa de diversos eventos musicais internacionais como: membro júri de composição em Moscou, regendo a Orquestra Sinfônica da Emissora de Lisboa, a Orquestra de Câmara de Florença, na Itália. Rege a Orquestra Rádio Sinfônica de Paris, a Orquestra do Estado da URSS, entre tantas outras.Representa o Brasil no congresso da “ La Música Nel XX Secolo” em Roma e retorna ao Brasil em em 1976. O estilo musical do compositor era nacionalista, e se baseava em dois princípios centrais: a coleta e catalogação de músicas da tradição nordestina e de elementos folclóricos nacionais, e a utilização de alguns Modos, entre eles: alguns modos eclesiásticos como o mixolódio,modo dórico e o modo nacional, também conhecido como lídiomixolidio (com a sétima diminuta e a quarta aumentada). O uso de escalas modais é um dos elementos principais dos cantos de cegos pedintes, uma característica essencial da música na cantoria nordestina. Tal uso não é resultado de influência religiosa, mas tem suas origens no movimento trovadoresco francês que, através de Portugal, contribuiu decisivamente para a formação de uma arte profana no nordeste brasleiro. A música trazida pelos portugueses, embora tenha sido mais decisiva na base da formação da música erudita brasileira, fundiu-se a outras tradições, principalmente a ameríndia e a negra. Siqueira buscava adicionar instrumentos ou intervalos que traziam características que lembravam as vozes de cantores, como adicionar terças e sextas para criar um timbre mais nasal, remetendo ao canto oral nordestino. Também costumava escrever frases e motivos musicais que lembravam características de determinados instrumentos, como por exemplo do pandeiro.Segundo o maestro, houve um momento em que ele conhecia tão bem a tradição popular nordestina que passou a compor uma música essencialmente brasileira, sem ter que recorrer a seu material de estudo. Foi nesse período que compôs o oratório Candomblé, por exemplo. 

Em 1969, Siqueira foi afastado da Cátedra de Composição da Escola de Música da UFRJ pelo AI-5, e afastado da Cátedra de Composição do Instituto Villa-Lobos. O compositor sofreu terrível perseguição e boa parte de sua obra foi perdida nessa época. No documentário “Toada para Siqueira”, há um comentário de Eloá Chouzal na conversa entre os diretores que demonstra bem esse apagamento. Ela exemplifica dizendo que, quando foram buscar materiais na OSB, havia um grande quadro de Siqueira na entrada do espaço, mas que saíram de lá sem qualquer informação ou material sobre o músico. Em 1971, em consequência da Ditadura Militar, Siqueira acabou indo para a Antiga União Soviética, onde gravou, em 1975, uma de suas maiores obras: O Candomblé, Oratório Fetichista. Em relação a esse evento, Siqueira afirmou: 

“Como não existia na União Soviética instrumentos de percussão próprios para esta obra, atabaques e agogô, levei os do Brasil e em pouco tempo os russos conseguiram tocá-los e bem. Tanto o coro infantil quanto o misto cantaram em dialeto Nagô. Para que isso fosse

possível, as palavras foram escritas em russo. Esse trabalho foi feito um ano antes por mim. O Oratório Candomblé causou grande impacto pois apresentei novas contribuições do ponto de vista rítmico e melódico”.

“[...] passei um mês visitando e gravando os mais famosos Candomblés, de riqueza melódica transbordante e de complexidade rítmica quase insuperável, observei que a totalidade das melodias desses Candomblés é concebida, tomando por base escalas pentatônicas”. - Falas de Siqueira, extraídos do Documentário “Toada para Siqueira”. 

Siqueira coletou os cânticos para essa obra no terreiro do pai de santo Neive Branco, no bairro de Brotas, em Salvador,na Bahia. Segundo José Vianey dos Santos: 

“[...] As vozes representam as personagens do terreiro de acordo com sua hierarquia, havendo uma predominância da atuação feminina. As solistas atuam de maneira central, participando da maioria dos cânticos do oratório, aparecendo predominantemente em quinze deles, ora em solos ora em duetos. O soprano detém a maioria dos solos (cinco) e com presença marcante na maioria dos números. Cada uma das treze partes do oratório é dedicada a um orixá, contendo três cânticos, exceções feitas à nona parte, Obaluaiê, que apresenta apenas dois cânticos e à última parte com quatro cânticos para Nanã, sendo estes alternados com os cânticos para Iemanjá e Oxalá. A quarta parte, Alujá de Xangô, a oitava parte, Toque de Agêrê para Iansã e à nona parte, Toque do Apanigé de Obaluaiê, são essencialmente instrumentais, porém com participação dos coros com palmas e/ou saudações ao respectivo orixá. O único número exclusivamente instrumental é o tema de Iemanjá, Euabadá, na parte final. Candomblé representa a primeira obra de grande fôlego de Siqueira do ponto de vista sinfônico-vocal, reafirmando sua estética dentro da corrente do Nacionalismo musical brasileiro. O compositor adiciona ao seu domínio orquestral a orquestra de percussão já conhecida em obras anteriores, porém aqui ampliada, as forças vocais dos seis solistas, dos dois coros mistos e do coro infantil. Essa conjunção de forças permitiu a Siqueira fazer desta obra um grande laboratório composicional realizando experiências no domínio do ritmo, melodia, harmonia e polifonia.É imprescindível ressaltar o incremento no naipe da percussão, no qual tem importância fundamental o trio de tambores (atabaques), Rum, Rumpi e Lé, que no ritual são responsáveis pelo reforço na invocação das divindades. Estes são a base não só dos ritmos para cada orixá com a sonoridade mais grave (Rum), a média (Rumpi) e a mais aguda (Lé), como também no reforço da entonação das melodias. Presentes em treze cânticos do oratório, os atabaques ampliam a diversidade rítmica da música com suas batidas diferenciadas para cada circunstância referente ao rito [...]”

Segundo o comentário de Ricardo Tacuchian, ex-aluno de Siqueira, na estréia do Candomblé I, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, havia Pais e Mães de Santo que vieram de diversos estados, vestidos com suas batas e trajes à caráter, mais uma vez confirmando a identidade terna e social do compositor. A obra está estruturada em 13 partes, cada uma dedicada a um Orixá.Seus cânticos foram escritos em dialetos iorubá e nagô e em português. Foi escrita para grande orquestra sinfônica, seis solistas, dois coros mistos a seis vozes, um coro infantil e orquestra de percussão. É uma de suas obras magistrais, que deveria figurar entre as obras fundamentais da música brasileira, tanto por seus aspectos qualitativos quanto pelos quantitativos.

A flexibilidade do compositor é notável, pois sempre escreveu música de diversos gêneros: desde óperas, cantatas e sinfonias, até música de câmara, concertos e invenções, entre outros. Todas elas se baseiam em gêneros populares, como em maxixes, cantigas de cego, bumba-meu-boi, guerreiros, modinhas, Zabumba, caboclinhos, maracatus, frevos, misto de candomblé com cantigas de lavadeiras, lamentos etc. Usava escalas pentatônicas, sistemas trimodais, polifônicos e neo-modal, com a utilização de escalas nordestinas. 

De volta à terra natal, José Siqueira faleceu 9 anos depois, no dia 22 de abril de 1985, no Rio de Janeiro, planejando escrever o Oratório André Vidal de Negreiros, para as festividades do IV Centenário da Paraíba. A cadeira número 8 da Academia Brasileira de Música, fundada por Villa-Lobos em

1975, foi alocada para ele como co-fundador. É importante ressaltar que a data de seu falecimento passou em branco devido à sua proximidade à data de óbito do então primeiro-ministro Tancredo Neves (21 de abril de 1985). 

Atualmente, apesar da falta de informações, José Siqueira está, aos poucos, voltando a emergir das sombras com sua grande virtude musical e artística, a qual não permitiu que ficasse nas cinzas para sempre. 

Referências bibliográficas

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